quarta-feira, 30 de julho de 2008



A inevitabilidade da viagem... a leveza do nomadismo... a nostalgia do vagueio....

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar. Fernando Pessoa

Amar é pensar, pensar sem sentir, distraidamente sem procurar encontrar, sonhar sem dormir...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Do meu quarto andar sobre o infinito, no plausível íntimo da tarde que acontece, à janela para o começo das estrelas, meus sonhos vão por acordo de ritmo com a distância exposta para as viagens aos países incógnitos, ou supostos, ou somente impossíveis. Fernando Pessoa

Nessa noite viajei para longe, nessa noite estive tão perto, nessa noite as palavras mostraram que são mais do que simples representação do que sentimos, que são na verdade magia que os nossos sonhos torna reais.

Uma noite que nunca acabou... Refreshing indulgent!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

As figuras imaginárias têm mais relevo e verdade que as reais. Fernando Pessoa

Não sei se por estar tão realmente distante ou se por estar tão imaginariamente perto sinto verdadeiramente real o que no meu imaginário me acompanha. É neste sedentarismo nómada que regularmente me encontro e onde desvendo os meus mais sinceros sonhos... Liberto-me na prisão do tempo... Prendo-me na liberdade do espaço.

Sempre contigo... Sempre com ele... Sempre connosco.

(escrito no mar, na madrugada de 17 de Junho de 2008 e publicado na Ilha das Flores)

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Quando se está muito aflito acredita-se em mais coisas. Pedro Paixão

Talvez nunca tivesse pensado nisso mas é uma realidade provável, um bicicleta rebocada por outra bicicleta!

Pois é! Depois de me deixar convencer pela amizade e me sujeitar à aventura de pedalar numa máquina desconhecida por caminhos estranhos eis que a probabilidade se torna realidade.

"F#*!$-se! Partiu! E agora?!?!?"

Não fosse o velho fiel aficionado do rally (que por obra do Senhor estava a decorrer nas bandas onde resolvemos deambular) ainda agora estaria perdido nos meandros daquela imensa flora. "Amigos corda não tenho mas tenho cordão! Opá! Isso também serve! Venha de lá esse cordão! Agora pedala!"

Doze quilómetros depois, muito riso e estranheza de quem connosco se cruzava na via pública eis-nos de regresso ao conforto do lar. Ou mais ou menos porque a àgua do banho quente não estava nos planos! Hilariante!!!! :)

Mas porque inspiração divina é que resolvi ceder à pressão da amizade?!

Talvez porque é a amizade que nos leva a caminhar nesta longa estrada que solitariamente muito nos custaria percorrer.

(Com muita amizade para o meu Grande Amigo e Mestre! Estás aqui!) :)

segunda-feira, 12 de maio de 2008

E se procurarmos encontrar o que quer que seja, saímos de nós e, descentrados, logo nos desequilibramos. O impulso que nos serve para ganhar balanço é o mesmo que nos faz cair quando queremos estacar. O entusiasmo, aliás, não é mais do que uma breve suspensão no movimento da queda. Por demais estranhos somos nós. Como tudo o que ousou levantar-se. Por demais iguais, aguardando, por mais que nos enganemos, a vida noutra vida que não esta.
Não sabemos como procurar, nem onde encontrar, nem, afinal, sabemos o que procurar. Somos assim, tão perdidos que nos agarramos sem sequer podermos tocar. Pedro Paixão

Basta talvez procurar sem pretender agarrar...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Somos madeira que apanhou chuva. Agora não acendemos nem damos sombra. Temos que secar à luz de um sol que ainda há. E esse sol só pode nascer dentro de nós. Mia Couto

Ouvi um dia que este Senhor nasceu num berço de palavras! Digo hoje, que as palavras nasceram com ele.