sexta-feira, 24 de julho de 2009

domingo, 19 de julho de 2009

run and fly...

Partida! Largada... Fugida!

...no mínimo 820km até ao Mónaco

É reconhecido o esforço sobrehumano do IronMan. Mesmo até o do Tour de France. Mas decerto que este não lhe fica atrás. Imperdível para qualquer aventureiro. Red Bull X-Alps!!! Descolam dentro de poucas horas... Gute Reise!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ligações ilógicas

São poucas as figuras ou eventos públicos a que nos devemos associar. Essas ligações servem quase sempre para rotular a nossa ideologia ou violar a nossa privacidade intelectual.

Existem contudo por vezes não raras ligações, karmicas dirão os rotulados por hindus, cuja inevitabilidade de reconhecimento público ultrapassa a razão humana.

Neste espaço existem poucos desses karmicos filamentos. Fernando Pessoa... Incontornável. Mia Couto... Sem contorno possível.

Jerusalém. Um novo Mundo. O recomeçar de tudo. Sem raízes. Afinal, ipsis verbis, precisamos de voar. Quem tem raízes não voa.

domingo, 5 de julho de 2009

Jeux sans frontieres... a Lenda!!!!

Duas razões para escrever neste fim de tarde.

A primeira directamente relacionada com este espaço. Foram atingidas as 4 casas no número de visitantes. Um milhar é digno de publicidade. Grandes malucos os que ainda resistem e insistem em ler estas linhas! Muito obrigado pela vossa loucura! :)

A segunda razão está directamente relacionada com a infância de todos os que nasceram perto desse mítico ano de 1980 depois de Cristo. Os Jogos sem Fronteiras fazem parte do imaginário desses então infantes e que hoje começam a "estender" a sua toalha ao sol nesta lusitana praia.
Talvez por isso ou simplesmente porque tudo na história se repete ou talvez ainda porque exista alguma veracidade no antigo dogma que afirma que tudo na vida é cíclico, começa esta noite uma série de programas que muito se parecem com esses "milenares e saudosos" Jeux Sans Frontieres.

Heládio e Serenela só faltam vocês?!?!?!?!

domingo, 14 de junho de 2009

A Lisboa de Pessoa

Em 1988, entre o espólio de Fernando Pessoa, foi descoberto um guia turístico da capital lusa — fora redigido pelo poeta em 1925 e, por se destinar aos turistas de visita a Lisboa, estava escrito em inglês. Em 2009, esse mesmo guia serve de mote para o lançamento de “Os Mistérios de Lisboa ou What the Tourist Should See”, um filme de José Fonseca e Costa, ainda com excertos de Álvaro de Campos, indicado, como o próprio título sugere, não só a estrangeiros mas também a portugueses e, mais especificamente, a lisboetas. Uma redescoberta da cidade pelo olhar de Fonseca e Costa, com toda a imagética pessoana presente e com o fado como embalo, através da qual se pode conhecer um pouco mais da história, cultura, arte, literatura e música lusas. O DVD do filme pode ser pré-reservado no “site”. C.B.R. in FugasB

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Long Island Around

Alvorada que o sol já vai alto!

Subimos a pé até ao rent-a-bike decididos a sair dali com dois cavalos de viagem.
Seguimos a via rápida até Machico, por indicação de outro cavaleiro, e ai viramos para norte no caminho para Santana.

Bolo do caco no Forno! Pisca para a esquerda. Uma pausa para o café e para o quebrar do jejúm. Afinal Bolo do Caco não tem. "Mas tenho pão quente acabado de sair!" Venha então de lá esse manjar.

Pé na estrada até Porto Moniz. A costa norte revela-se à nossa frente. Uma paisagem única! Uma sensação de imensidão esmagadora. Serpenteamos por túneis e ravinas. Passamos o turístico Véu da Noiva e perdemos a nacionalidade imersos na multidão.

Subimos para sudeste rumo ao Paúl da Serra. Avistamos o parque eólico e esperamos que um piloto de voo livre descole. Descemos para o Arco da Calheta. "Ups! Estou a ficar sem gota!" Como se não fosse suficientemente stressante estar sem gota, seguimos agora na direcção oposta. Aqui escolher a estrada errada pode significar "quilhómetros e quilhómetros" sem ver uma única bomba de gasolina, o que neste momento é tudo o que procuramos. No ponto de não retorno páro e tento avisar o meu companheiro de viagem que temos que descer em direcção ao mar. Segue em frente sem reagir ao meu sinal. Agora é que a coisa complicou. Espero na beira da estrada e passados menos de 20 minutos eis que regressa no meio da bruma e aos pulos em cima da mota. "Já tenho gota!" :)

Serra d'Água e a sua poncha - a próxima paragem. Mais uma atracção túristica em que português só mesmo por trás do balcão e em alguns dos cartões que decoram as paredes.

Daqui para o Cabo Girão são apenas algumas curvas mais. "Isto é alto pa c#$%#&!!!" Relembramos a proeza do Mário e da sua mota amarela. É preciso determinação para saltar daqui montado numa mota.

Do planeado falta o Curral das Freiras. "Uuuuuuuuuuuuuuuu! Brutaaaaaaaaaaaaaaaal!" Oiço entre o som do motor quando curvamos para o vale do Curral! As curvas hipnotizam-nos e desembocar na vastidão daquele vale deixa-nos sem capacidade de articular mais do que alguns vernáculos.

Como ainda nos restam algumas horas de sol decidimos seguir até à Ponta de S. Lourenço - o extremo leste da ilha da Madeira. Quando atravessamos o Funchal perdemo-nos mutuamente. Como combinado antes de partirmos em viagem. Se nos perdermos encontramo-nos no próximo destino falado. E assim fiz. Sigo sozinho até ao Caniçal. Espero! Nada! Siga para a Ponta de S. Lourenço. Percorro aquela paisagem marciana já cansado. Chego ao fim da estrada - uma rotunda. Contorno e volto para o Funchal. Detesto a via rápida e adoro voar baixinho no Duplo túnel do Caniçal! ;)

O cansaço é enorme mas fica na memória mais um dia muito bem passado entre cavaleiros do asfalto. El perro sigue caminando e eu continuo para bingo!